Benvindos
Este é o local onde me proponho partilhar consigo a forma como sinto a cozinha. A influência da comida da minha mãe e a paixão pela dieta mediterrânea estão presentes em quase todas as receitas que fui preparando ao longo dos meus Domingos, sempre cheios de sabor.

Welcome
This is the place were i intend to share with you my feelings about food. My mother's lovely cooking and a passion for mediterranean diet give soul to all this recipes i have been cooking. In my kitchen, every Sunday is full of flavor.

Carlos Balona Gomes

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11 February 2010

BROAS DE NOZ E AÇÚCAR MASCAVADO

As Broas são tradicionalmente cozinhadas durante os feriados religiosos cristãos, nomeadamente na quadra do Natal. Por todo o país são confeccionadas diversas variedades de broas, tais como as broas de milho, broas castelares e estas broas de noz e açúcar amarelo ou mascavado, com origem na zona de Abrantes, nas margens do rio Tejo. De forma um pouco mais precisa, há quem atribua a origem desta receita a Alferrarede, uma localidade perto da referida cidade. A receita chegou-nos pela mão da Anabela, nossa querida prima, que a quis partilhar connosco.
O pão feito com farinha de milho ou de centeio também é chamado de broa, mas hoje vamo-nos concentrar apenas nestes bolinhos doces. Estas broas são perfeitas para guardar durante longos períodos de tempo, sempre prontas a acompanhar uma chávena de café ou de chá. A erva doce em pó e a canela em pau dão a estes bolinhos um sabor especial de que vai gostar de certeza. Experimente!

VAI PRECISAR DE:
500 ml de água;
250 ml de azeite extra virgem;
500 gr de açúcar amarelo ou mascavado;
150 gr de miolo de noz, picado;
10 gr de erva doce em pó;
15 gr de paus de canela;
500 gr de farinha;
2 colheres de sopa de farinha de milho;

MÉTODO:
Primeiro passo:
Numa caçarola junte água, azeite, açúcar, miolo de noz, erva doce em pó e paus de canela;
Ferva durante cerca de 5 minutos, corte o lume e deixe arrefecer;
Segundo passo:
À mistura já morna junte a farinha de trigo e a farinha de milho;
Mexendo sempre, deixe cozinhar em lume médio até atingir a textura de massa de pão e uma cor castanha escura (mexa energicamente durante cerca de 10 a 15 minutos, o que será um bom exercício para os braços);
Deixe arrefecer de novo até conseguir manejar a massa por forma a moldá-la;
Terceiro passo:
Retire os paus de canela;
Molde a massa na forma de folhas de árvore com cerca de 7,5 cm;
Disponha as broas num tabuleiro de ir ao forno e coza-as em forno pré-aquecido a 220º durante 10 a 15 minutos;
Depois de as retirar do forno polvilhe com açúcar e deixe arrefecer.

02 February 2010

ATUM DE CEBOLADA


Uma noite de Verão, um copo de vinho verde gelado na mão e a suave brisa do mar envolta nos aromas do peixe fresco a grelhar fazem do Algarve uma experiência inesquecível que cria nos seus visitantes a vontade de voltar. Pode parecer poesia mas é a pura verdade.
O Algarve tem uma longa lista de receitas tradicionais de peixe e marisco na qual pode encontrar várias formas de cozinhar atum. Este peixe pode ser grelhado, assado, cozido, servido em sopas ou guisados. O atum de cebolada é a minha forma preferida de o preparar, usando os seus bifes ou o lombo, cebola e tomate aos quais se juntam os habituais sabores e aromas da cozinha mediterrânica.

VAI PRECISAR (serve 4):
800 gr de atum fresco;
150 ml de azeite extra virgem;
3 cebolas médias, laminadas ;
3 dentes de alho, laminados;
2 folhas de louro;
1 malagueta fresca, laminada;
1 colher de sopa de colorau;
4 tomates maduros, limpos de pele e sementes, picados grosseiramente;
4 colheres de sopa de polpa de tomate;
Vinho branco (opcional);
1 colher de chá de orégãos (opcional);
1 mão cheia de salsa, picada grosseiramente;
Sal e pimenta.

MÉTODO:
A ideia base desta receita traduz-se na disposição dos seus ingredientes em camadas alternadas, ainda fora do lume. Quando terminar a última camada tape o recipiente e deixe apurar lentamente até que todos os ingredientes fiquem bem cozinhados, os sabores bem incorporados e ligados, por forma a libertarem suavemente os seus aromas. Só tem que seguir a ordem de disposição dos alimentos e deixar apurar em lume brando, sem mexer.
Tente usar um tacho adequado, por forma a dividir o cozinhado em três camadas (vegetais, atum, vegetais). Se o tacho utilizado não for muito grande, terá que fazer mais camadas, pela mesma ordem.
Para a primeira camada use cebola, alho, louro, tomate, polpa de tomate, sal e pimenta. Para a segunda camada use atum, previamente temperado com sal e pimenta. Para a terceira camada, repita os ingredientes da primeira e assim sucessivamente se necessário.
Quando terminar de compor todas as camadas, tempere o topo com sal, pimenta, malagueta, colorau, restante polpa de tomate, azeite, vinho branco, orégãos e salsa (guarde um terço da salsa para a decoração final).
Cozinhe em lume brando coberto com a tampa e deixe apurar durante cerca de uma hora. Adapte o tempo de cozedura de acordo com o tamanho do recipiente ou a força do lume.
Sem mexer a comida, agite o tacho em pequenos movimentos bruscos para evitar que se agarre ao fundo.
Depois de pronto, decore com a restante salsa picada e sirva com batatas novas, cozidas com pele.

22 January 2010

A CARBONARA DO CARLITOS

Esparguete à Carbonara é provavelmente uma dos pratos mais populares da cozinha italiana, existindo várias lendas sobre a origem deste nome. A palavra italiana “carbone”, que significa carvão, é parte desta história. Há quem acredite que esta receita foi originalmente preparada para retemperar as forças dos trabalhadores das minas de carvão. Outros sugerem que a receita foi baptizada desta forma em razão dos cubos de “pancetta” e da pimenta misturados com a massa, lembrando pequenos pedaços de carvão. Outros ainda sugerem que esta receita foi criada em homenagem à Carbonária, sociedade secreta importante no processo de unificação da Itália.
Tradicionalmente o esparguete à carbonara é cozinhado com cinco ingredientes básicos: a massa (geralmente esparguete), a “pancetta” (variedade italiana de toucinho fumado), os ovos, o queijo e o azeite. É claro que na preparação deste prato se podem encontrar centenas de diferentes combinações de ingredientes em resultado das adaptações ao gosto pessoal ou às diferentes regiões do globo onde é cozinhado.
Sobre a massa, pode escolher esparguete, fettuccine, linguine, bucatini, penne ou qualquer outro tipo da sua preferência. Sobre a panchetta, pode substituí-la por guanciale ou qualquer outro tipo de toucinho fumado de boa qualidade. Sobre o queijo, se não conseguir encontrar Pecorino, use apenas Parmesão.
A minha carbonara leva alecrim e salsa como ervas aromáticas. Frito a pancetta a baixa temperatura e completamente coberta de azeite, em alternativa à forma mais habitual de a fritar em pouco azeite, até ficar estaladiça e dourada. É apenas a forma como gosto de cozinhar este prato.

VAI PRECISAR (serve 4):
500 gr de esparguete;
400 gr de pancetta, em pequenos cubos;
200 ml de azeite extra virgem;
2 hastes de alecrim fresco;
100 gr de queijo Parmesão, ralado;
100 gr de queijo Pecorino, ralado;
5 ovos de boa qualidade;
Pimenta preta para moer;
Sal;
Salsa fresca, picada;

MÉTODO:
Num tacho grande, ferva água com um bom punhado de sal grosso;
Num tacho pequeno aqueça o azeite, o alecrim, a pancetta em cubos deixando fritar em lume brando durante 10 minutos (o azeite deve cobrir a pancetta por inteiro, originando um processo entre a fritura e a cozedura). Corte o lume, retire o alecrim e reserve;
Bata os ovos com metade dos queijos Parmesão e Pecorino, sal, pimenta e reserve;
Quando a água estiver a ferver junte-lhe a massa e deixe cozer até ficar al dente (a cozedura oscilará entre 8 a 10 minutos, dependendo da espessura e qualidade da massa);
Escorra a massa muito bem e devolva-a ao tacho onde a cozeu;
Enquanto executa os últimos passos, certifique-se que todos os interessados na refeição já estão a caminho da mesa, prontos a comer;
Em lume brando, envolva a massa com o azeite e a pancetta;
Quando estiver bem quente, corte o lume e envolva a mistura dos ovos com o queijo e, já no recipiente que usar para servir, polvilhe com o resto dos queijos já ralados;
Polvilhe finalmente com salsa picada e sirva imediatamente.

18 January 2010

ERVILHAS COM CHOURIÇO E OVOS ESCALFADOS



Não há muito para dizer sobre uma receita desta natureza. Esta é mais uma das clássicas e simples receitas portuguesas que me dão especial satisfação cozinhar e comer até não haver mais nada no fundo do tacho. Adoro este tipo de guisados com os ovos escalfados a flutuar entre as rodelas de chouriço, em conversa íntima com as ervas aromáticas. Acho que já percebeu bem a ideia.
Esta receita é só para dois... por isso, faça uma surpresa à sua cara metade e prometo-lhe que ela/ele vai retribuir o carinho.

VAI PRECISAR (serve 2):
50 ml de azeite extra virgem;
100 gr de chouriço de boa qualidade;
1 folha de louro;
1 colher de sopa (rasa) de colorau;
1 malagueta (opcional);
Sal;
1 cebola, picada;
2 dentes de alho, laminados;
1 tomate maduro, sem pele, limpo e picado (ou uma colher de sopa de polpa de tomate);
50 ml de vinho branco;
400g de ervilhas congeladas (um saco pequeno);
Água fervente;
2 ovos grandes de boa qualidade;
Coentros frescos, picada grosseiramente;
Hortelã fresca, picada grosseiramente (opcional);
Sumo de limão;
Fatias finas de pão duro (opcional).

MÉTODO:
Lave as ervilhas, escorra e reserve;
Numa caçarola ou tacho pequeno aqueça o azeite e aloure o chouriço. Retire metade das rodelas e reserve para a decoração final;
Em lume brando, junte a cebola e o alho e deixe cozinhar um pouco sem alourar;
Junte o louro, o colorau, a malagueta e o sal e deixe saltear cerca de 2 ou 3 minutos;
Adicione o vinho e o tomate ou polpa de tomate e mexa para evitar que agarre. Deixe cozinhar cerca de 5 minutos em lume médio/baixo;
Acrescente as ervilhas, mexa bem e tape. Deixe cozinhar em lume baixo durante 5 minutos sem juntar água de forma a permitir que as ervilhas absorvam o sabor dos restantes ingredientes;
Adicione água fervente até cobrir bem todo o preparado e deixe levantar fervura. Cozinhe durante 20 minutos em lume médio/baixo. Verifique o tempero, acrescentando um pouco de sal se necessário;
Mexa algumas vezes para evitar que agarre. Certifique-se que o guisado está sempre coberto de líquido, juntando um pouco mais de água se necessário;
Parta os ovos e disponha-os sobre as ervilhas para que possam escalfar;
Corte o lume quando os ovos ainda apresentarem a gema ligeiramente mole ou quando estiverem ao seu gosto;
Decore o guisado com as restantes rodelas de chouriço e as referidas ervas aromáticas;
Borrife com um pouco de sumo de limão;
Corte fatias finas de pão duro e cubra o fundo dos pratos antes de servir. Costumo cozinhar esta receita com um pouco mais de líquido para poder ensopar bem estas fatias de pão.

14 January 2010

PARGO ASSADO COM MOLHO PROVENÇAL E BATATAS DE AÇAFRÃO

Se gosta dos sabores do mediterrâneo, vai por certo apreciar muito esta maravilhosa combinação de peixe e vegetais, temperados com tomilho, sementes de funcho e alho.
Só precisa de assar o pargo temperado com os mencionados ingredientes e servi-lo sobre uma cama de molho provençal preparado à base de tomate fresco e pimentos vermelhos assados.
Em substituição do pargo, pode usar diferentes tipos de peixe como por exemplo dourada, sargo, perca, salmão, truta ou mesmo bacalhau.

VAI PRECISAR (serve 2):
2 pargos frescos com cerca de 400 gr cada;
Sal grosso;
Tomilho fresco;
6 dentes de alho, laminados;
1 colher de sopa de sementes de funcho (erva doce);
Azeite extra virgem;
4 pimentos vermelhos;
500 gr de tomate maduro, limpo de pele e sementes e cortado em pedaços;
1 colher de sopa de alcaparras;
Vinho branco ou vinagre;
400 gr de batatas novas;
1 colher de café de açafrão (não confundir com cúrcuma ou açafrão-da-terra);
1 colher de chá de cúrcuma em pó (açafrão-da-terra);
1 lt de caldo de vegetais ou de galinha;

MÉTODO:
Peixe:
Amanhe bem os peixes e faça-lhes alguns cortes em ambos os lados do dorso de forma a que absorva mais facilmente o sabor do alho e das sementes de funcho;
Barre os peixes, por dentro e por fora, com sal grosso;
Coloque ramos de tomilho na barriga dos peixes;
Preencha os golpes no dorso dos peixes com sal, sementes de funcho esmagadas no almofariz e metade do alho. Borrife os flancos dos peixes com azeite;
Aqueça o forno a 190.ºC e depois de quente leve o peixe a assar num tabuleiro, sobre papel vegetal, durante 20 a 30 minutos, dependendo da espessura (em alternativa, pode assar o peixe no carvão, usando o mesmo tabuleiro com papel vegetal)
Pimentos:
Asse os pimentos em lume de carvão. Em alternativa asse-os em forno quente a 250.ºC, num tabuleiro, durante cerca de 30 minutos (dependendo do tamanho) rodando-os várias vezes;
Depois de assados abafe os pimentos num recipiente fechado de modo a retirar a pele com mais facilidade depois de arrefecerem. Retire a pele e as sementes e reserve;
Molho:
Numa caçarola aqueça o azeite com o restante alho laminado;
Escolha 4 ramos de tomilho e retire-lhe todas as pétalas que adiciona ao azeite e alho já quente;
Adicione os pimentos limpos e o tomate, tudo cortado em pedaços;
Deixe apurar em lume brando cerca de 5 minutos;
Junte as alcaparras e borrife com vinho branco ou vinagre de forma a dar ao molho alguma acidez;
Deixe reduzir o molho em lume brando até obter uma consistência razoavelmente espessa e ideal para servir.
Batatas:
Coza as batatas sem pele em caldo de vegetais ou de galinha;
Quando estiverem a ferver junte o açafrão e o pó de cúrcuma e mexa;
Deixe ferver até cozer as batatas.

Depois de tudo pronto, sirva o peixe sobre uma boa camada de molho e acompanhe com as batatas cozidas.

07 January 2010

SOPA DA PEDRA


Certa vez, um monge pediu a um agricultor avarento algo para fazer uma sopa. Quando este lhe disse que não tinha nada para lhe dar, o monge insistiu e pediu-lhe só uma panela para ferver um pouco de água e uma pedra que transportava consigo. O curioso agricultor cedeu e passado alguns minutos perguntou-lhe se era boa a sopa que fazia. O monge disse-lhe que sim mas que ficaria muito melhor se lhe juntasse algumas folhas de couve. Continuando curioso, o agricultor deu-lhe o que pedira. O monge então disse que já estava muito boa mas que com um pouco de chouriço ficaria verdadeiramente deliciosa... e assim continuou a preparação dessa magnífica sopa da pedra, cuja lenda chega aos nossos dias. Em minha opinião trata-se apenas de uma fábula usada para convencer as crianças a comer a sopa toda. Mas é uma fábula sempre agradável de ouvir e de imaginar.
Em Portugal, refere-se Almeirim, no Ribatejo, como o local de origem desta receita. Mas encontram-se com muita facilidade fábulas sobre este tipo de sopa na França, na Rússia ou em toda a Escandinávia, por vezes com diferentes nomes tais como “sopa de botão”, “sopa de madeira”, “sopa de unhas” ou “sopa de machado”. A tradição tem contudo uma coisa em comum: viajantes esfomeados carregando nada a não ser uma panela vazia, inventando uma sopa de acordo com os ingredientes que fossem encontrando pelo seu caminho.
A “Sopa da Pedra” é uma sopa muito saborosa, cheia de vegetais e de vários tipos de carnes e enchidos e é por si só uma refeição completa. A receita que aqui podem seguir é apenas mais uma versão dessa sopa, a minha versão, muito próxima da receita da feijoada. Só sei que cada vez que a faço tenho os amigos todos a baterem-me à porta. Apenas uma nota: Não consigo cozinhar esta receita para menos de 8 pessoas, como menciono nos ingredientes. Poderá adaptar a receita ao seu gosto, sendo possível adicionar-lhe quase todos os ingredientes que tiver disponíveis no frigorífico ou na despensa. Convide os seus amigos e cozinhe sem receios.

VAI PRECISAR (serve 8):
1 chispe de porco ou carne similar;
2 orelhas de porco;
200 gr de toucinho entremeado;
1 chouriço de carne;
1 chouriço de sangue;
1 ou 2 farinheiras de boa qualidade;
Sal e pimenta;
150 ml de azeite;
200 ml de vinho branco;
2 folhas de louro;
6 dentes de alho, laminados;
1 colher de sopa de colorau;
1 ou 2 malaguetas;
2 cebolas, picadas;
1 cenoura, laminada;
1 cabeça de nabo, finamente laminada;
3 tomates maduros, limpos e picados;
2 colheres de sopa de polpa de tomate;
2 ou 3 batatas, cortadas em pequenos cubos;
600 gr de feijão encarnado, já cozido;
150 gr de massa cotovelinhos ou equivalente;
Água fervente;
Coentros frescos, picados grosseiramente;
Hortelã fresca, picada grosseiramente.

MÉTODO:
Numa panela grande coza as carnes de porco (chispe, orelhas e toucinho) cobertas de água com sal e deixe ferver durante 30 minutos. Escorra e deixe arrefecer;
Descarne o chispe, corte todas as carnes em pedaços pequenos e reserve;
Numa panela grande, aqueça o azeite, o louro, o alho, as malaguetas e o colorau;
Junte-lhe a cebola, a cenoura, o nabo, o tomate, a polpa de tomate e deixe refogar durante cerca de 5 minutos;
Reduza o lume e junte-lhe o vinho branco e as carnes já cortadas. Deixe cozinhar durante cerca de 15 minutos em lume médio/baixo;
Adicione água a ferver, a batata, o feijão (lavado e escorrido, se for enlatado), o chouriço de carne e o chouriço de sangue, inteiros, e deixe cozinhar por mais 30 minutos, mexendo as vezes suficientes para evitar que agarre ao fundo da panela. Certifique-se que a sopa não está muito seca durante todo o processo de cozedura, juntando um pouco de água se necessário (procure manter a textura de uma feijoada um pouco mais líquida);
Coza as farinheiras separadamente, cobertas com água, durante cerca de 20 minutos;
Quando todos os ingredientes estiverem cozidos, adicione a massa e deixe cozinhar durante mais 8 minutos;
Corte o lume e deixe repousar durante 10 minutos;
Retire os chouriços da panela, corte-os em rodelas finas e volte a adicioná-los à sopa, mexendo suavemente;
Apenas antes de servir, adicione à sopa as ervas aromáticas picadas e mexa suavemente;
Sirva a farinheira em rodelas menos finas, separadamente.

30 December 2009

PERU RECHEADO COM CITRINOS E ERVAS AROMÁTICAS

O peru assado é, acima de tudo, um símbolo de reunião familiar ou de amigos. Só se prepara um prato desta natureza quando se tem a certeza de ter à nossa mesa pessoas suficientes para poder partilhá-lo connosco. Nos EUA ou no Canadá, o peru assado tem o papel principal numa mesa típica do Dia de Acção de Graças. Em Portugal o peru assado é, com a mesma importância, um símbolo das celebrações do Natal e do Ano Novo.
Sobre esta forma suculenta de assar peru, diga-se que são obvias as vantagens de rechear uma ave desta natureza com vários tipos de citrinos, tornando a sua carne mais macia e mais fácil de assar pela acção do ácido do sumo dos frutos usados. As ervas aromáticas e as especiarias dão-lhe o toque final, transmitindo à carne do peru uma textura suave e saborosa, como verificará.

VAI NECESSITAR (serve 8, pelo menos):

PERU:
1 peru, de boa qualidade, com 5 a 6 kg;
Sal;
Azeite extra virgem;
8 dentes de alho;
1 cebola ou 5 chalotas, cortadas grosseiramente;
3 limões;
6 limas;
6 a 8 clementinas (ou 2 a 3 laranjas);
2 talos de aipo;
Pimenta moída;
Noz-moscada moída;
3 cravinhos;
200 ml de vinho do porto;
100 gr de chouriço ou bacon;
1 colher de sopa de colorau;
Alecrim fresco;
Tomilho fresco;
Salsa fresca;
Salva fresca;
2 folhas de louro;

MOLHO:
Resíduos do assado;
Vinho branco;
Manteiga;
Colher de chá de mostarda de dijon;
50 gr de farinha;
Caldo de galinha (suficiente para a consistência desejada);
Sumos dos citrinos restantes;
Sal e pimenta.

MÉTODO:

Marinada:
No dia anterior, se possível, prepare o peru. Lave-o por dentro e por fora e deixe-o a escorrer. Retire as bolsas de gordura visíveis. Com cuidado, descole a pele da carne, começando pelo espaço entre o corpo e as pernas e avance na direcção do osso do peito. Prepare uma pasta feita de sal, pimenta, alho, colorau, tomilho e salsa, envolvendo tudo com um pouco de vinho do porto. Com esta pasta, barre o peru entre a pele e a carne e em toda a cavidade. Se lhe sobrar alguma dessa pasta, barre-o também por fora. Coloque num recipiente, tape e deixe a marinar no frigorífico até começar a cozinhar.

Assado:
Aqueça o seu forno a 180ºC/350ºF;
Retire o peru do frigorífico uma hora antes de o começar a assar;
Numa caçarola ou frigideira funda aqueça o azeite, o louro, 100 ml de vinho do porto, alho, cebola ou chalotas, aipo cortado em pedaços e chouriço ou bacon cortado em cubos. Tempere com sal, pimenta, noz-moscada, cravinho e algumas raspas dos citrinos à sua escolha. Deixe envolver tudo muito bem, por alguns minutos;
Encha a cavidade do peru com esta mistura de vegetais;
Descasque muito bem metade dos citrinos e encaixe-os na cavidade juntamente com algumas hastes de alecrim, tomilho, salsa e salva (ou seleccione outras ervas de sua preferência). A ideia é preencher totalmente a cavidade do peru com os referidos ingredientes;
De seguida, ate as pernas do peru com fio de cozinha por forma a manter com mais facilidade os vários ingredientes na cavidade do corpo da ave;
Num tabuleiro de ir ao forno, coloque o peru de peito para cima, borrife com azeite e polvilhe com sal. Envolva o peru com folha de alumínio e leve-o ao forno previamente aquecido (180ºC/350ºF);
Deixe o peru a assar durante cerca de 4 horas (os manuais de cozinha referem cerca de 40 minutos por cada kg de carne). Vigie o assado, deslocando ligeiramente o peru várias vezes, afim de evitar que se agarre ao fundo do tabuleiro;
Depois de 3 horas no forno, retire a folha de alumínio, deixando o peru a descoberto por forma a que a pele fique dourada e estaladiça. Depois de retirar a folha de alumínio, por forma a tostar todas as partes do peru, rode-o no tabuleiro a cada 15 minutos e regue-o com uma calda feita de algum sumo dos citrinos que restam, do restante vinho do porto, de sal e pimenta;
Quando o peru estiver bem assado, retire-o do forno, remova todo o recheio da cavidade (sem aproveitamento). Verta para uma frigideira todos os resíduos de gordura do assado e adicione-lhe todos os ingredientes mencionados para o molho, trazendo-os a uma consistência ideal e desejada;
Na mesa, trinche o peru dentro do tabuleiro de assar e sirva com o molho preparado;
Vegetais assados, batatas fritas, arroz ou saladas são acompanhamentos ideais para este prato. Espero que goste.

10 December 2009

SERICAIA

VAI PRECISAR:
9 ovos;
400 gr / 14 ¼ oz de açúcar;
7 dl / 24 ½ fl oz de leite;
8 / 5 ¼ fl oz colheres de sopa de farinha;
3 paus de canela;
3 cascas de limão sem a parte branca;
Canela em pó.
Prato de ir ao forno, de cerâmica ou barro preferencialmente, com cerca de 40 cm de diâmetro.


MÉTODO:
Aos ovos, separe as claras das gemas;
Às gemas junte-lhe o açúcar e bata muito bem;
Dissolva a farinha no leite e adicione-os à mistura dos ovos com o açúcar, batendo novamente muito bem;
Leve este preparado a lume brando onde adiciona os paus de canela e as cascas do limão. Deverá ter o cuidado de mexer constantemente para evitar que queime;
Retire do lume quando o preparado estiver em ponto de estrada;
Retire-lhe os paus de canela e as cascas do limão;
Junte ao preparado as claras previamente batidas em castelo, mexendo muito bem;
Polvilhe bem o fundo do prato de ir ao forno com canela em pó;
Verta o preparado nesse prato de forma a que fique homogeneamente espalhado;
Polvilhe toda a superfície com canela em pó;
Leve a forno pré-aquecido a 200ºC / 390ºF até que o doce abra fendas na sua superfície (cerca de uma hora, dependendo da eficiência do forno);
Sirva depois de frio.

NOTAS:
Sirva com ameixas em compota ou com outro fruto a seu gosto. Regue com o molho dessa compota, se for espesso, ou com mel;
Pode aumentar ou reduzir proporcionalmente as quantidades dos ingredientes de acordo com o tamanho do prato de ir ao forno.

Saboreie com um cálice de Vinho do Porto ou de Vinho Moscatel.

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