Benvindos
Este é o local onde me proponho partilhar consigo a forma como sinto a cozinha. A influência da comida da minha mãe e a paixão pela dieta mediterrânea estão presentes em quase todas as receitas que fui preparando ao longo dos meus Domingos, sempre cheios de sabor.

Welcome
This is the place were i intend to share with you my feelings about food. My mother's lovely cooking and a passion for mediterranean diet give soul to all this recipes i have been cooking. In my kitchen, every Sunday is full of flavor.

Carlos Balona Gomes

Showing posts with label Sobremesas. Show all posts
Showing posts with label Sobremesas. Show all posts

25 March 2011

PUDIM DE OVOS E CARAMELO

O Pudim de Ovos e Caramelo é uma das sobremesas mais populares na gastronomia portuguesa, disponível na maioria dos menus dos restaurantes do Norte ao Sul de Portugal. É ideal para encerrar uma refeição na medida em que não é uma sobremesa muito pesada. É uma receita de fácil execução e com um custo relativamente baixo. Embora o formato aqui apresentado seja o mais tradicional, este pudim pode ser preparado noutro recipiente, com diferente tamanho ou formato, de encontro ao seu gosto pessoal.
Para conseguir o melhor resultado nesta receita recolhi as melhores instruções da pessoa mais indicada, a minha amiga Teresa Tavares. A forma exemplar como ela cozinha este pudim, a bem da gastronomia portuguesa, merece a partilha que ora faço convosco.

VAI PRECISAR DE (serve 8):
Pudim
1 litro de leite gordo;
350 gr de açúcar;
10 ovos;
2 folhas de gelatina;
Casca de limão;
Paus de canela (1 ou 2);
Vagem de baunilha (opcional);
Açúcar caramelizado
6 colheres de sopa de açúcar;
4 colheres de sopa de água;
1 colher de café de sumo de limão ou vinagre;
Forma
Forma de pudim com tampa, com cerca de 20 cm de diâmetro.

MÉTODO:
Para preparar o açúcar caramelizado utilize um recipiente de fundo grosso, sobre lume brando. Envolva o açúcar e a água e deixe ferver, mexendo, até obter uma cor âmbar. Adicione o limão ou vinagre, envolva e corte o lume. Tenha em conta que a alta temperatura continuará a caramelizar o açúcar pelo que deverá cortar o lume alguns minutos antes de atingir o ponto de caramelo;
Verta o caramelo para a forma e, rodando-a, forre bem o fundo e as paredes laterais. Mantenha esta operação até o caramelo arrefecer e solidificar;
Em lume brando, ferva o leite com a casca de limão, a canela e a vagem de baunilha inteira. Assim que levantar fervura, corte o lume e retire o limão, a canela e a baunilha;
Adicione ao leite as folhas de gelatina após uma lavagem muito rápida. Mexa até dissolver a gelatina;
Numa taça, bata os ovos com o açúcar até obter um creme homogéneo;
Lentamente, adicione o leite aos ovos com açúcar mexendo sempre para evitar grumos;
Passe a mistura por um passador e verta-a para a forma do pudim já forrada com caramelo;
Coloque a forma tapada dentro de um tacho grande com água já fervente e coza o pudim em banho-maria durante cerca de 25 minutos. Verifique o ponto de cozedura utilizando um fio de esparguete que deverá sair seco do interior do pudim;
Corte o lume e retire a forma do tacho com muito cuidado para a tampa não se soltar;
Deixe o pudim arrefecer e repousar no frigorífico durante algumas horas antes de o desenformar e servir.

06 December 2010

VARIAÇÕES SOBRE UM BOLO REI

O Bolo Rei é praticamente obrigatório na tradicional mesa de Natal portuguesa, cuja presença se estende até ao Dia de Reis que se celebra a 6 de Janeiro. Registam os sábios da história culinária que este "pão doce", decorado com frutas cristalizadas e frutos secos, chegou a Portugal por volta do final do Século 17, com origem na França de Luis XIV, onde era conhecido por “Gâteau dês Róis”. A delícia rápidamente se tornou popular em Lisboa, estendendo com facilidade as suas "virtudes" por todo o território português.
O Bolo Rei esconde uma fava seca na sua massa que significava originalmnete a sorte e que designada o rei do bolo, ao qual cabia a coroa que o ornamentava ao centro. Hoje em dia decide apenas quem é o próximo candidato a amassar ou a comprar o Bolo Rei seguinte. Como a minha princesa não gosta de frutas cristalizadas nem de passas de uva, fiz algumas adaptações à receita tradicional do Bolo Rei, substituindo esses ingredientes por dois poderosos antioxidantes naturais: oxicocos (em inglês - cranberries, nome científico - vaccinium oxycoccos) e mirtílos (em inglês - blueberries) e vários frutos secos. Ou não fosse o Natal sinónimo de amor e compreensão!

VAI PRECISAR DE:
900 gr de farinha de trigo, sem fermento;
50 gr de fermento orgânico;
50 ml de leite morno;
350 gr de açúcar;
5 ovos;
Raspa de uma laranja;
Raspa de um limão;
Pitada de sal;
1 colher de chá de canela;
100 ml de cerveja preta;
100 gr de manteiga, derretida;
100 ml de vinho do porto;
75 gr de miolo de pinhão;
75 gr de miolo de noz;
75 gr de amêndoas;
75 gr de castanhas do pará;
100 gr de oxicocos (cranberies) secos;
75 gr de mirtílos (blueberries) secos;
Ovo batido;
Fogos secos para decorar;
Tâmaras para decorar;
1 fava seca;
4 colheres de sopa de doce de alperce;
Açúcar em pó para polvilhar;
Manteiga e farinha para untar e polvilhar o tabuleiro;

MÉTODO:
Espalhe todos os frutos secos num tabuleiro e leve-os ao forno a tostar ligeiramente;
Pique grosseiramente todos esses frutos secos, reservando alguns para a decoração do bolo;
Envolva os frutos secos picados, os oxicocos (crenberies) e os mirtílos (blueberies) no vinho do porto e reserve;
Dissolva o fermento no leite morno e reserve durante 10 minutos;
Numa taça grande incorpore o fermento dissolvido no leite com 250 gr de farinha e amasse bem. Adicione água ou mais farinha de forma a obter uma massa leve e elástica, de textura semelhante a massa de pão;
Molde a massa em forma de bola e deixe-a repousar e fermentar durante uma hora em local morno;
A essa massa incorpore o açúcar, a restante farinha (650 gr), as raspas da laranja e do limão, a pitada de sal, a canela e a cerveja preta. Amasse muito bem, podendo utilizar um batedor eléctrico;
Adicione os ovos, um a um, incorporando-os na massa;
Incorpore a manteiga e continue a amassar;
Adicione mais alguma farinha se a massa estiver muito branda. Deverá obter uma massa final de textura semelhante à massa de pão, leve e elástica;
Incorpore na massa a mistura de vinho do porto, frutos secos e bagas;
Polvilhe a massa com farinha e deixe-a levedar em local morno durante cerca de 90 minutos, devendo crescer até ao dobro do seu volume;
Unte com manteiga e polvilhe com farinha o tabuleiro que vai utilizar para levar o bolo ao forno;
Depois de levedada, coloque a massa no tabuleiro e molde-a em forma de roda com um buraco no centro;
Introduza a fava seca na massa, a qual pode embrulhar em papel vegetal, tentando escondê-la o melhor possível (este passo é opcional);
Deixe levedar o bolo na sua forma final durante mais 30 minutos em local morno;
Aqueça o forno a 180º C;
Adicione umas gotas de água ao ovo batido e pincele todo o bolo com essa mistura;
Decore o bolo com figos secos, tâmaras e com os frutos secos que reservou para o efeito (pode optar livremente por uma decoração diferente);
Leve o bolo ao forno a cozer durante cerca de 45 minutos, devendo ficar castanho dourado;
Depois de cozido, remova o bolo do forno e pincele-o com doce de alperce ou outro de sua preferência;
Finalize a decoração com um pouco de açúcar em pó polvilhado em pequenas nuvens;
Sirva depois de arrefecer um pouco.
A todos um Feliz Natal*

*publicado no Jornal Macau Daily Times de 18 de Dezembro de 2010.

11 August 2010

UM BOLO DE VERÃO CHAMADO CHEESECAKE

O tipo de sobremesa a que vulgarmente se chama cheesecake, por assimilação do anglicismo, é um bolo frio e cremoso que tem na sua composição uma pequena parte de queijo creme que é misturada com outros ingredientes típicos deste doce como o açúcar, as natas, o leite condensado, os ovos ou a farinha. Tradicionalmente, a base do doce é feita de massa areada ou quebrada, de bolacha esmagada e de outro ingrediente similar que lhe possa conferir uma textura algo crocante. A segunda camada apresenta-se geralmente na forma de uma mistura cremosa e algo esponjosa, fechando-se com uma última camada onde a criatividade pode evoluir para misturas de fruta, gelatinas, doces, chocolate ou tantos outros ingredientes que assumam um papel sobretudo decorativo.
Esta receita de cheesecake é apenas mais uma dessas variações, algo divertida e até desalinhada da tradição mas sobretudo muito atraente aos nossos sentidos, sobretudo pela cor e pelo sabor.

VAI PRECISAR DE:
Forma de cinta com cerca de 30 cm de diâmetro;
250 gr de bolachas “digestive”, esmagadas (suficiente para uma camada de 5 mm de espessura);
50 g de manteiga, derretida;
1 lata de leite condensado;
250 ml de natas;
200 gr de queijo creme, simples ou com sabor a fruta (sugiro queijo Philadelphia com sabor a morango);
Sumo de 1 limão;
2 saquetas de gelatina em pó, com sabor a fruta (sugiro com sabor a frutas vermelhas);
Frutas vermelhas à sua escolha.

MÉTODO:
Revista a forma com manteiga ou spray vegetal;
Esmague bem as bolachas “digestive” até que apresentem uma textura parecida com areia;
Já dentro da forma, envolva a bolacha esmagada com a manteiga derretida. Depois de bem envolvida, comprima a mistura com ajuda de um objecto plano (um copo, por exemplo) para formar uma base com cerca de 5 mm de espessura;
Leve a forma ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos, para solidificar a base;
Dissolva uma saqueta de gelatina em apenas 50 ml de água fervente e deixe arrefecer;
Bata as natas com uma batedeira a velocidade média até que fiquem cremosas;
Adicione o leite condensado e o queijo creme e envolva muito bem;
Adicione a gelatina já fria e o sumo de limão e envolva rapidamente;
Verta a mistura para a forma e agite em movimentos laterais de forma a que o creme forme uma camada plana e uniforme;
Leve ao frigorífico durante cerca de 3 horas, até que a camada de creme fique sólida;
Dissolva a segunda saqueta de gelatina em 250 ml de água fervente e deixe arrefecer no frigorífico durante cerca de 15 a 20 minutos, até ficar fria mas sem começar a solidificar;
Decore o cheesecake com frutas vermelhas e verta sobre elas, lenta e suavemente, a gelatina fria;
Leve de novo ao frigorífico até que a gelatina solidifique;
Quando quiser servir, retire o cheesecake do frigorífico e aguarde 10 minutos antes de retirar a cinta da forma, o que deverá fazer com cuidado.


05 August 2010

UM BOLO DE AMÊNDOA E GILA

Se fizermos uma abordagem geral ao receituário dos doces conventuais portugueses verificamos com extrema facilidade que é difícil encontrar uma receita sem que sejam utilizados ovos ou amêndoa. E se rumarmos a Sul, pelo Alentejo e pelo Algarve, teremos que adicionar mais um ingrediente aos ovos e à amêndoa: o doce de Gila.
Este incomparável e peculiar ingrediente é obtido tendo por base a abóbora Gila (ou Chila), nome com provável origem na América do Sul, talvez no Chile ou na Argentina, onde obteve a designação de “Chilacayote”. Na língua inglesa o nome adoptado - fil-leaf gourd - baseia-se directamente na sua designação latina - cucurbita ficifolia – traduzido na semelhança entre as folhas desta planta e as da figueira.
Os filamentos do doce de Gila, no seu aspecto bastante semelhantes aos “glass noodles” que são usados com frequência na cozinha asiática, combinam de forma extraordinária com ovos e amêndoa, proporcionando uma imensa variedade de aplicações culinárias ao nível da doçaria, consoante os demais ingredientes que lhe forem adicionados.
Na sugestão que lhe deixo adicionei à referida triarquia conventual vários ingredientes consensuais, terminando com fatias de pêra dispostas sobre a massa. Se usar fatias finas, ficarão à superfície da massa, conferindo um efeito visual final muito agradável. Se usar fatias grossas, afundar-se-ão na massa, conferindo um toque de frescura ao bolo que, garanto, lhe vai ficar na memória.

VAI PRECISAR DE:
300 gr de amêndoas, peladas;
300 gr de doce de Gila;
200 gr de açúcar;
2 ovos;
10 gemas de ovo;
2 colheres de sopa de farinha;
1 colher de café de fermento;
1 colher de chá de canela em pó;
Raspa de 1 laranja;
1 pêra, descascada e laminada;
Manteiga e farinha para forrar a forma;
Açúcar em pó e canela em pó para polvilhar;
Forma de bolo com cerca de 30 cm diâmetro.

MÉTODO:
Se usar amêndoas com pele, escalde-as em água fervida durante 5 a 10 minutos. Remova a pele e seque em forno baixo;
Rale as amêndoas;
Aqueça o forno a 180ºC;
Prepare a forma, forrando-a com manteiga e farinha;
Numa taça, bata os ovos inteiros, as gemas, o açúcar e a amêndoa ralada;
Adicione o doce de Gila e bata mais um pouco;
Adicione a farinha, o fermento, a canela em pó, as raspas da laranja e bata novamente;
Verta a massa para a forma previamente preparada;
Descasque a pêra e corte-a em lâminas;
Disponha as lâminas de pêra sobre a massa, de forma suave;
Leve ao forno já aquecido a 180.ºC e coza durante cerca de 45 minutos, até que o bolo esteja cozido mas não muito seco;
Retire o bolo do forno e deixe arrefecer um pouco antes de desenformar;
Polvilhe o bolo com açúcar em pó e canela em pó.

23 June 2010

PÊRAS EM VINHO TINTO E CANELA

Tendencialmente referenciadas como sobremesa de inverno, as Pêras em Vinho Tinto são uma opção perfeita para o final de uma refeição de Verão, bastando apenas deixar as ditas a repousar no frigorífico até ao momento de as servir, tornando-as assim numa refrescante sobremesa.
A absorção da cor e dos aromas do vinho tinto conferem às também obviamente designadas Pêras Bêbedas um sabor único, onde as notas da canela e do cravinho balançam no sabor final.
Deve verter o molho já frio sobre as pêras apenas no momento de as servir, formando assim grandes gotas de xarope de vinho, deslizando suavemente pelo perfil das pêras, estimulando todos os seus sentidos.
Escolha pêras de bom tamanho e qualidade, maduras mas ainda bem firmes. Sirva-as simples, com gelado ou “crème fraîche”, decorando os pratos ao sabor da sua inspiração.

VAI PRECISAR DE (Serve 4):
4 pêras de bom tamanho e qualidade;
500 ml de vinho tinto;
150 gr de açúcar;
1 ou 2 paus de canela;
1 cravinho (opcional);
1 limão, sumo e casca;
50 ml de Vinho do Porto.

MÉTODO:
Descasque as pêras com cuidado. Deixe o pé intacto e corte uma pequena rodela no fundo para criar uma base;
Regue as pêras com sumo de limão para evitar a rápida oxidação;
Num tacho pequeno mas fundo, suficiente para acomodar todas as pêras na vertical sem deixar muito espaço livre, aqueça o vinho, o açúcar, a canela em pau, o cravinho e a casca do limão;
Deixe levantar fervura e reduza a intensidade do lume para médio/baixo;
Coloque as pêras no tacho, na vertical, e deixe-as cozer durante 20 a 30 minutos, de acordo com o seu tamanho e grau de amadurecimento. Se o molho não for suficiente para cobrir as pêras por completo, vire-as algumas vezes de forma a tornar homogéneo o ponto de cozedura e a cor;
Retire as pêras do tacho com muito cuidado e coloque-as na vertical, no prato de servir;
Leve-as ao frigorífico para arrefecerem;
Adicione o Vinho do Porto à calda da cozedura e deixe reduzir, em lume médio, até obter um xarope com a consistência desejada;
Leve igualmente o molho a arrefecer ao frigorífico durante cerca de 30 minutos ou até servir;
Apenas no momento de servir deve verter o molho sobre as pêras.

04 June 2010

MALVA POEDING
(Bolo Malva)

Malva Poeding é o nome em Afrikaans (uma das línguas oficiais de África do Sul) para este bolo cuja receita tem origem holandesa e representa hoje uma sobremesa tradicional em todas as casa ou restaurantes de África do Sul. De acordo com várias explicações, o nome “Malva Pudding” vem do vinho que tradicionalmente era servido em conjunto com este bolo, o vinho Malvasia, da nossa Ilha da Madeira. Outros atribuem a uma senhora chamada Malva o baptismo da receita. Contudo, o nome da receita não tem importância quando comparado com o delicioso e inesquecível sabor deste bolo.
A minha amiga Kitta, uma encantadora senhora que vive em Witsand, perto de Cape Town, em África do Sul, passou-me esta receita quando se encontrava de férias em Macau. Posso dizer que rapidamente se tornou um sucesso na minha pequena cozinha.
Com doce de alperce na sua composição, com um sabor caramelizado e uma textura esponjosa em resultado da calda em que fica embebido, este bolo não precisa de qualquer acompanhamento. Contudo, o Malva Pudding é tradicionalmente servido com gelado ou com “custard”. Pessoalmente acho que o nosso Vinho do Porto ou o tal Malvasia da Madeira fazem o melhor acompanhamento.


VAI PRECISAR DE:
BOLO:
1 chávena de farinha;
1 chávena de leite;
1 chávena de açúcar;
1 colher de sopa de manteiga;
1 ovo;
1 colher de chá de bicarbonato de soda;
2 colheres de sopa de doce de alperce;
1 colher de chá de sumo de limão ou de vinagre;
Pitada de sal;
Forma redonda com 25 cm de diâmetro.

MOLHO:
½ lata de leite evaporado;
½ chávena de açúcar;
½ chávena de água quente;
2 colheres de sopa de manteiga;
½ vagem de baunilha (ou 1 colher de chá de essência de baunilha).

MÉTODO:
Aqueça o forno a 180º C / 350º F;
Envolva a manteiga com o açúcar;
Adicione o ovo e o doce de alperce e envolva bem;
Adicione o sumo de limão e o bicarbonato de soda (previamente dissolvido numa colher de leite);
Comece alternadamente a adicionar o leite e a farinha e bata até que tudo fique bem envolvido;
Unte e polvilhe a forma e verta-lhe a massa. Leve ao forno a 175ºC / 350ºF durante 45 a 60 minutos (consoante a eficiência do seu forno), de forma a que o bolo fique homogeneamente cozido;
Entretanto, prepare o molho cozinhando todos os seus ingredientes em lume brando durante 2 ou 3 minutos depois de estar quente, mexendo sempre;
Retire a forma do forno e deixe arrefecer o bolo um pouco antes de o desenformar;
Embeba o bolo lentamente com o molho e deixe-o arrefecer;
Sirva com gelado, com “custard” ou simples.

07 May 2010

FONDANT DE CHOCOLATE PICANTE

Tanto na civilização Maya como na civilização Azteca, o cacau era a base para uma bebida espessa, fria e amarga chamada “xocoatl”, que se acreditava ser um verdadeiro elixir. Uma vez que o açúcar não era conhecido pelos Aztecas, compreendem-se as várias tentativas de “adocicar” esta bebida, com tentativas de adição de várias especiarias, entre as quais, imagine, o piri-piri. Não se pode, pois, dizer que esta deliciosa e excitante combinação de chocolate e picante seja uma nova receita!
Não como uma bebida mas como um fondant ou bolo de lava, deixo-lhe aqui a sugestão para uma sobremesa de patamares bastante superiores à simples combinação de ingredientes, onde o exotismo e até a libido podem estar presentes.
Claro que pode sempre reduzir ou até cortar este maravilhoso ingrediente que é o piri-piri!
Digo-lhe apenas que é uma sobremesa muito simples de preparar onde o ponto mais importante é o grau de cozedura dos seus fondants, tendo em conta que se pretende obter uma parte exterior sólida e uma parte interior ainda líquida, lembrando a lava a escorrer de um vulcão pela encosta de uma montanha no momento em que se deliciar com a sobremesa. Deve, por isso, estudar o seu forno. Se cozer demais o seu fondant nas primeiras vezes, não desista, na próxima vez ficará perfeito. Se o cozer de menos, imagine-se a comer uma boa mousse de chocolate, quente e picante. Mas nunca, nunca deixe de comer o seu fondant porque se trata de um verdadeiro elixir da juventude, como poderá subtilmente constatar!


VAI PRECISAR DE (Serve 4):
200 gr de chocolate preto de boa qualidade;
120 gr de manteiga, mais um pouco para untar, à temperatura ambiente;
15 gr de açúcar;
4 ovos;
40 gr de farinha, peneirada;
1 colher de chá de piri-piri em pó;
Cacau em pó, para polvilhar;
Açúcar em pó, para polvilhar;
4 formas de barro ou cerâmica com 7,5 cm de diâmetro.

MÉTODO:
Aqueça o seu forno a 200º C;
Em banho maria, derreta lentamente o chocolate e a manteiga;
Retire do lume e envolva muito bem;
Deixe arrefecer durante 10 a 15 minutos;
Incorpore os ovos, um a um, envolvendo bem;
Adicione o açúcar, a farinha e o piri-piri, envolvendo muito bem;
Unte as formas com manteiga e polvilhe com cacau em pó, retirando algum excesso;
Divida a mistura de chocolate pelas 4 formas e leve ao forno já quente durante cerca de 12 minutos a 200.ºC – lembre-se, o exterior deve estar sólido e o interior ainda líquido;
Retire do forno e deixe arrefecer antes de desenformar;
Retire os fondants das formas com algum cuidado e coloque-as em pratos mornos. Polvilhe com açúcar em pó e sirva;
Combina na perfeição com gelado ou sorvete de baunilha, limão, laranja ou maracujá.

11 February 2010

BROAS DE NOZ E AÇÚCAR MASCAVADO

As Broas são tradicionalmente cozinhadas durante os feriados religiosos cristãos, nomeadamente na quadra do Natal. Por todo o país são confeccionadas diversas variedades de broas, tais como as broas de milho, broas castelares e estas broas de noz e açúcar amarelo ou mascavado, com origem na zona de Abrantes, nas margens do rio Tejo. De forma um pouco mais precisa, há quem atribua a origem desta receita a Alferrarede, uma localidade perto da referida cidade. A receita chegou-nos pela mão da Anabela, nossa querida prima, que a quis partilhar connosco.
O pão feito com farinha de milho ou de centeio também é chamado de broa, mas hoje vamo-nos concentrar apenas nestes bolinhos doces. Estas broas são perfeitas para guardar durante longos períodos de tempo, sempre prontas a acompanhar uma chávena de café ou de chá. A erva doce em pó e a canela em pau dão a estes bolinhos um sabor especial de que vai gostar de certeza. Experimente!

VAI PRECISAR DE:
500 ml de água;
250 ml de azeite extra virgem;
500 gr de açúcar amarelo ou mascavado;
150 gr de miolo de noz, picado;
10 gr de erva doce em pó;
15 gr de paus de canela;
500 gr de farinha;
2 colheres de sopa de farinha de milho;

MÉTODO:
Primeiro passo:
Numa caçarola junte água, azeite, açúcar, miolo de noz, erva doce em pó e paus de canela;
Ferva durante cerca de 5 minutos, corte o lume e deixe arrefecer;
Segundo passo:
À mistura já morna junte a farinha de trigo e a farinha de milho;
Mexendo sempre, deixe cozinhar em lume médio até atingir a textura de massa de pão e uma cor castanha escura (mexa energicamente durante cerca de 10 a 15 minutos, o que será um bom exercício para os braços);
Deixe arrefecer de novo até conseguir manejar a massa por forma a moldá-la;
Terceiro passo:
Retire os paus de canela;
Molde a massa na forma de folhas de árvore com cerca de 7,5 cm;
Disponha as broas num tabuleiro de ir ao forno e coza-as em forno pré-aquecido a 220º durante 10 a 15 minutos;
Depois de as retirar do forno polvilhe com açúcar e deixe arrefecer.

10 December 2009

SERICAIA

VAI PRECISAR:
9 ovos;
400 gr / 14 ¼ oz de açúcar;
7 dl / 24 ½ fl oz de leite;
8 / 5 ¼ fl oz colheres de sopa de farinha;
3 paus de canela;
3 cascas de limão sem a parte branca;
Canela em pó.
Prato de ir ao forno, de cerâmica ou barro preferencialmente, com cerca de 40 cm de diâmetro.


MÉTODO:
Aos ovos, separe as claras das gemas;
Às gemas junte-lhe o açúcar e bata muito bem;
Dissolva a farinha no leite e adicione-os à mistura dos ovos com o açúcar, batendo novamente muito bem;
Leve este preparado a lume brando onde adiciona os paus de canela e as cascas do limão. Deverá ter o cuidado de mexer constantemente para evitar que queime;
Retire do lume quando o preparado estiver em ponto de estrada;
Retire-lhe os paus de canela e as cascas do limão;
Junte ao preparado as claras previamente batidas em castelo, mexendo muito bem;
Polvilhe bem o fundo do prato de ir ao forno com canela em pó;
Verta o preparado nesse prato de forma a que fique homogeneamente espalhado;
Polvilhe toda a superfície com canela em pó;
Leve a forno pré-aquecido a 200ºC / 390ºF até que o doce abra fendas na sua superfície (cerca de uma hora, dependendo da eficiência do forno);
Sirva depois de frio.

NOTAS:
Sirva com ameixas em compota ou com outro fruto a seu gosto. Regue com o molho dessa compota, se for espesso, ou com mel;
Pode aumentar ou reduzir proporcionalmente as quantidades dos ingredientes de acordo com o tamanho do prato de ir ao forno.

Saboreie com um cálice de Vinho do Porto ou de Vinho Moscatel.

Follow me